Baú
Bateu saudade, saudade de
mim. Saudade das coisas que eu costumava fazer e me satisfazia.Todo mundo precisa de um
tempo íntimo, quase secreto. E é nesse íntimo que se guarda a essência, quase
inocência.
As coisas que nos inspiram quase sempre se
mantêm ali guardadas e sofrem pequenas adições ao logo do tempo, mas nunca morrem.Não é nostalgia, longe disso!
É o simples prazer de sentir-se vivo, vivido!
Lembro-me bem das árvores que me encantaram,
das músicas bem tocadas, das flores enfeitando o chão das calçadas (quase
sempre de uma avó, imagino eu), de todos os cafés degustados, das gotas de
chuva forte, dos olhares confidentes, dos sorrisos, ah...sorrisos que me
marcaram mais que todas as lágrimas.
E dos meus puros segredos que
posso me lembrar sem nenhum cuidado; São meus.
Segredos de verdade são estes
que nunca saem de nós. Esses são os nossos grandes trunfos.
Só consegue se enxergar quem
está disposto a ser verdadeiro.
Só é verdadeiro quem se ama.
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