quarta-feira, 2 de maio de 2012

Baú


Bateu saudade, saudade de mim. Saudade das coisas que eu costumava fazer e me satisfazia.Todo mundo precisa de um tempo íntimo, quase secreto. E é nesse íntimo que se guarda a essência, quase inocência. 

As coisas que nos inspiram quase sempre se mantêm ali guardadas e sofrem pequenas adições ao logo do tempo, mas nunca morrem.Não é nostalgia, longe disso! É o simples prazer de sentir-se vivo, vivido! 

Lembro-me bem das árvores que me encantaram, das músicas bem tocadas, das flores enfeitando o chão das calçadas (quase sempre de uma avó, imagino eu), de todos os cafés degustados, das gotas de chuva forte, dos olhares confidentes, dos sorrisos, ah...sorrisos que me marcaram mais que todas as lágrimas.

E dos meus puros segredos que posso me lembrar sem nenhum cuidado; São meus.

Segredos de verdade são estes que nunca saem de nós. Esses são os nossos grandes trunfos.

Só consegue se enxergar quem está disposto a ser verdadeiro.

Só é verdadeiro quem se ama.
 

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