quinta-feira, 28 de junho de 2012

Só isso!

Depois de algumas horas, dias, semanas à esperar por um milagre, já estamos preparados para aceitar que toda realidade é tão dura quanto parece. 
Não tem nada novo passando pela janela e não tem graça a velha piada.
Estamos perdendo os planos antigos e aumentando todas as possibilidades camufladas em expectativa.
A gente sempre ganha, mesmo sem merecer. A vida é injusta.
Não temos os grandes recursos e nem o poder dos grandes jogos de disputa interna.
Que malandragem é essa?



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Foco

Os intervalos são tão necessários quanto resistir aos blefes.
As doses servem como mecanismo de defesa dos espertos.
Coisa de gente experiente mesmo.
Não há regra, nem alvo. É quase físico.
Não adianta também criar receitas e definir limites, simplesmente acontece. E quando acontece, não há permissão para dúvidas.
E quem diria que no meio da explosão ainda permanece intacto um desejo infantil de querer ser gente grande?
Que bobagem, não há nada bom em ser gente! 
Aparecem caminhos e alternativas ainda mais óbvias a cada instante. Um mundo paralelo e surreal; estava aqui disponível todo o tempo. Só vemos o que queremos ver.
Só garanto que não há fim, o aprendizado é constante.
 Enquanto houver tempo eu o terei e ele a mim.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tempo perfeito

Esses dias frios parecem ter La valse d'Amelie como trilha.
São servidos com café e bolo. Xícaras de porcelana.
Constroem certezas e temperam diálogos.
Selam finais e anunciam renúncias*.
Tenho cardápios, filmes filme, autores, músicas, meias e cômodos certos para dias assim.
Parecem mais verdadeiros que os ensolarados, mais vivos que os dias quentes de verão. Combinam comigo. 
Crio um roteiro para as horas seguintes e sobreponho a alma. 
Algumas vezes o tempo parece passar mais devagar, contribuindo para o meu contentamento.
Aproveito para organizar os meios, definir os caminhos.
E para amanhã desejo o vento gélido, as gotas de orvalho, a neblina e sorrisos com covinhas.


* Valeu Lucas.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mapa


..aí resolvi levantar do sofá, calçar as botas de combate e andar pelo mundo. Não gosto da estabilidade, do mais do mesmo, nem de Legião Urbana. Nem vou fazer uma vida bonita de comercial de margarina pra provar que posso. Eu posso, sei disso! Mas não rola.
Arrumei uma mala mochila bacana e resolvi sair em busca de mim. Essa busca sou eu.
Eu perco o interesse com a conquista. Não nasci pra essa coisa de vida a dois (infelizmente, ou não), e corro o risco de permanecer sozinha por um bom tempo por não me adequar aos padrões de relacionamento. Não é questão de fidelidade, muito menos de compreensão. Não sou compatível, só isso.
Tenho a ansiedade exposta e uma impaciência implicante. Não vou perder a chance de descobrir, arriscar e me achar nos temperos, sotaques, relevos e temperaturas por aí.
 Estou jogando no Hard. Continue? 10, 9, 8, 7...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cruel

A verdade crua e nua: Cura!
Ela desencanta , amanhece e perturba.
Ser uma pessoa cruel não é ser má, mas a possibilidade de unir esses dois adjetivos te faz um grande vilão.
 Há quem aprecie.
Não é de hoje que se comenta sobre a dificuldade em se relacionar socialmente, já virou jargão e a solução é evidente.
A crueldade coloca pimenta, detona e fere sem mentir. Um sujeito perspicaz sabe levar a dor pra casa (ou nem leva) sem drama. Ele aprende e cresce.