quinta-feira, 13 de setembro de 2012

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As cobranças internas são as mesmas de sempre.
Nas conversas mais soltas deixamos escapar as fraquezas e inseguranças que nos perseguem.
- Não há alívio para hoje!
- Nem precisa encher o copo.
Atingimos o topo da cumplicidade quando conseguimos conversar com os olhos. 
Eu digo: - Não! (em vão), Nós sabemos. 
Ainda há tanto pra ser, dizer e rir. Mas a noite ficou amarga. 
- É esta cerveja.
- Não, somos nós.
Será que é um erro estar sóbrio no meio disso tudo? 
As pessoas que mais admiro são completamente seguras em suas loucuras. 
O tempo se arrasta, vira um jogo de palavras. Talvez um jogo de saída.
Concordamos em parar por aqui. 
Fez-se o tédio, o fim.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Me ame e me odeie.

Fala-se muito em ser verdadeiro, sincero, coisa e tal;
Mas acontece que não há público para as palavras duras.
O próprio desejo de ouvir a verdade é falso. Há uma súplica em massa que diz: "- Seja verdadeiro, mas pega leve por favor!".
Somos mais sensíveis do que gostaríamos ou mais dramáticos do que deveríamos?
 As meias verdades não valem (já que meias mentiras as condenam).
Eu falo é da integridade, crueldade, frieza, nudez.
Quem se permite falar a verdade perde muito socialmente e ganha o dobro em crescimento pessoal.
Aprendizado maior é quando se descobre que ás vezes é necessário se calar.
Falar muito a verdade continua sendo "falar demais".